Espanha...

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Sendo um dos maiores países em termos territoriais da Europa Ocidental, pelo que apresenta uma grande variedade geográfica e climática, a Espanha tem no turismo, uma das suas grandes fontes de rendimento, sendo hoje o terceiro destino turístico mundial, depois da França e dos Estados Unidos da América. O investimento espanhol em Portugal desceu devido à crise económica que o País tem vindo a atravessar e à própria queda no investimento exterior global espanhol. Portugal está a consolidar a sua presença em Espanha, não apenas porque algumas empresas portuguesas já são líderes ou têm uma posição de grande destaque no mercado ibérico, nos seus respectivos segmentos de mercado como é o caso dos cimentos, dos combustíveis, do imobiliário ou da energia eléctrica, mas também porque, nos últimos tempos, se está a acentuar uma tendência de entrada de PME.

 

Os sectores que, atualmente, apresentam maiores oportunidades correspondem àqueles em que Portugal é especialista, como o do têxtil e lar, confecção ou calçado, mas também às áreas emergentes das novas tecnologias e do meio ambiente. Nos últimos cinco anos, Portugal tem mantido uma posição, como investidor estrangeiro, nos três primeiros postos do ranking, o que revela a importância e a dimensão que o mercado espanhol representa para as empresas portuguesas. A crise económica que afectou afecta Portugal, assim como a queda que se verificou no investimento exterior global espanhol constituíram a principal razão da descida dos investimentos espanhóis no nosso País. No entanto, as empresas que permaneceram em Portugal mantiveram um forte ritmo de investimento, além de continuar a haver anúncios de novos investimentos que nos levam a calcular que, no final deste ano, o valor global dos investimentos espanhóis em Portugal possam ser superiores aos dois mil milhões de euros.

 

Num contexto de economia global, as empresas têm que estar cada vez menos dependentes de apoios estatais e de capitais públicos. No entanto, a maior diferença entre os dois países advém da sua própria estrutura administrativa, já que em Espanha os distintos organismos regionais põem à disposição das PME apoios à internacionalização, enquanto em Portugal esses apoios são de âmbito nacional e as entidades que os gerem funcionam, normalmente, de forma mais burocrática.

 

Portugal tem tentado atrair e consolidar investimentos estrangeiros, ao mesmo tempo que reforça a sua própria019 presença externa, nomeadamente com o aumento das exportações. Não existem regras de ouro para aceder a um mercado externo, o que é mais importante é as empresas terem um conhecimento aprofundado do seu sector de atividade e do mercado em que pretendem operar, desenhar uma estratégia adequada a essa realidade e dispor de “músculo” financeiro para levar a cabo projetos que poderão, a médio prazo, serem rentáveis existem ainda alguns nichos industriais, como os moldes para a injeção de plástico, projetos têxteis de qualidade e com elevado grau de inovação, os sectores dos serviços ou imobiliário também podem ser interessantes para as empresas portuguesas em Espanha. Por outro lado, as oportunidades aparecerão naqueles sectores que, atualmente estão a revelar-se mais dinâmicos devido às mudanças em curso, como é o caso da energia, sobretudo das energias renováveis, o sector da logística, os portos, as telecomunicações e a construção.

 

É indiscutível que o sector empresarial português está a descolar, sendo que o mercado espanhol é, sem dúvida, o seu mercado natural. Em Espanha, como em qualquer destino de investimento, é necessário ter em conta as regras do mercado e estar especialmente atento à imagem que ele tem do produto ou investimento e da sua origem. Deve fazer-se uma boa planificação económica tanto do mercado, como da estrutura fiscal e societária. As empresas deverão ter um plano determinado em função do investimento, do produto e da zona geográfica de investimento para poder estabelecer a conveniência, ou não, de operar a partir de Portugal, ou então mediante a constituição de uma sociedade espanhola. Não é adequado centralizar-se exclusivamente nas vantagens governamentais ou fiscais que possam parecer atrativas, sem a assessoria do mercado adequada.

 

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Estatísticas



United States 39.1%United States
Portugal 31.7%Portugal
Germany 7.6%Germany
China 5.5%China
Brazil 3.7%Brazil
Romania 3.4%Romania
Russian Federation 2%Russian Federation
Spain 1.3%Spain
Mexico 1%Mexico
Canada 1%Canada
United Kingdom 0.8%United Kingdom
Bangladesh 0.4%Bangladesh
Australia 0.4%Australia
Netherlands 0.2%Netherlands
Italy 0.1%Italy
Colombia 0.1%Colombia
France 0.1%France
Ukraine 0.1%Ukraine
Norway 0.1%Norway
Republic Of Korea 0.1%Republic Of Korea

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